O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, anunciou nesta terça-feira (10) que não vai financiar o desfile de carnaval na cidade. O comunicado foi feito durante reunião com representantes das escolas de samba no Paço Municipal.
Durante o encontro, integrantes da Liga Carnavelesca apresentaram uma alternativa para Marchezan, com menos investimento por parte do município. No entanto, o prefeito sequer analisou a proposta para não dar "falsas esperanças".
O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa), Juarez Gutierres de Souza, observou que são necessários pelo menos R$ 3 milhões para o desfile. "Nós iremos desfilar. De que forma, ainda não sabemos."
O carnavalesco observou que, durante a reunião, as escolas tentaram a liberação de R$ 2,1 milhão dos cachês das 26 entidades e para o pagamento de jurados, som e guinchos, o que não foi aceito.
"Fomos demonstrar para o prefeito que não estávamos em busca de aporte financeiro para evento comercial. Mas que nós somos cadeia produtiva que gera riqueza para a cidade de Porto Alegre." Gutierres disse não estar surpreso com a decisão. "Não podemos esmorecer", afirmou.
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quinta-feira, 9 de março de 2017
Marchezan não assina carta do Cidades Sustentáveis
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| Chefe do Executivo recebe de Oded Grajew documento com metas MARCELO G. RIBEIRO/JC |
Ao receber a comitiva do programa no seu gabinete, Marchezan convidou os representantes do programa a se acomodarem nas cadeiras de mogno, estilo clássico, forradas de veludo, dispostas na sala no formato de um semicírculo. Sentado ao lado do tucano, Grajew explicou como funciona o programa. "Nosso trabalho é transformar em metas as propostas de campanha dos candidatos que se elegeram. Os prefeitos que assinam a carta se comprometem a apresentar um planejamento para executar o seu próprio plano de governo, além de concordar em discuti-lo com a população, através de audiências públicas e de uma plataforma virtual", resumiu.
Depois de ouvir por cerca de meia hora as explicações, Marchezan pediu licença para ir ao toalete. "Enquanto isso, vou pensar que contrapartidas vocês podem dar à prefeitura de Porto Alegre", disse o prefeito em tom de brincadeira. Quando voltou não só anunciou que não iria assinar a carta-compromisso, mas também pediu duas contrapartidas. "Não tenho vergonha em dizer que estou com dificuldades em conseguir um nome para a pasta de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Vocês indicariam alguém de São Paulo (onde mora Grajew) com visão ambiental e conhecimento na área de planejamento urbano?
Os nomes daqui de Porto Alegre são, muitas vezes, associados a instituições que atuam ou atuaram", questionou. E prosseguiu: "Se eu assinar a carta, quantas pessoas vocês podem me mandar para prestar uma consultoria na questão do desenvolvimento sustentável?". Os representantes do Programa Cidades Sustentáveis pareceram ter ficado surpresos.
Mas logo explicaram que não fornecem consultorias, mas outras maneiras de auxiliar as prefeituras a cumprir as metas. Grajew relatou que as ONGs Rede Nossa São Paulo e Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis disponibilizam aos prefeitos um conjunto de ferramentas para implantar uma gestão sustentável. Por exemplo, um banco de práticas com casos exemplares nacionais e internacionais. -
Fonte: Jornal do Comércio
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Marchezan defende PEC 241
*Nota da redação: Logo após o encerramento do primeiro turno, a reportagem procurou a assessoria de ambos os candidatos para agendar entrevistas com o objetivo de questionar posições apresentadas até o momento na campanha, temas que ficaram à margem dos debates e propiciar a ambos a oportunidade de apresentar suas ideias aos leitores do Sul21. Porém, a assessoria do candidato só conseguiu disponibilizar alguns minutos para a entrevista acima de forma improvisada, após um encontro-debate na sede da Federasul, realizado na última quarta-feira (19), por um tempo de 5min30segundos e encerrada a pedido da própria assessoria do tucano, sem que todas as perguntas previstas tivessem sido feitas.
Luís Eduardo Gomes*
Para o deputado federal e candidato a prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB), da coligação Para Frente Porto Alegre, a PEC 241, conhecida como a PEC do teto dos gastos – a qual votou favoravelmente na Câmara dos Deputados em 11 de outubro -, não implicará em diminuição dos repasses federais para áreas essenciais, como a saúde pública. Pelo contrário, na opinião do candidato, resultará em um aumento de recursos por, no mínimo, cinco anos. Em entrevista ao Sul21, Marchezan fala sobre o assunto e também a respeito de suas políticas para habitação e sobre o preço da passagem de ônibus na Capital. Confira a seguir a íntegra da conversa.
Sul21 – Deputado, Porto Alegre vive um problema grave na saúde. Em agosto, o prefeito Fortunati falou que há uma situação de “colapso”. Ao mesmo tempo, o governo federal promove a PEC 241, do teto dos gastos, e o senhor votou a favor. Não vai faltar dinheiro para a saúde nos próximos anos?
Nelson Marchezan Jr.: Você quer que eu, deputado federal ou prefeito, garanta que não vai faltar dinheiro para saúde. Explica melhor a pergunta. Esclarece melhor porque parece direcionada a pergunta.
Sul21 – Eu quero que o senhor explique como, dentro desse cenário de limitação dos gastos federais nos próximos anos…
Marchezan: Não há esse cenário para a saúde.
Marchezan: Há uma falta extraordinária em nível federal, estadual e municipal para a saúde. Isso é histórico e foi piorado com uma gestão corrupta, incompetente e irresponsável dos últimos 13 anos do governo federal. Agora vem uma PEC que altera o método e destina pelos próximos cinco anos um volume muito maior de mínimo para a saúde do que se nós mantivéssemos como está agora. A PEC vai aumentar os repasses e investimentos do governo federal para a saúde pelos próximos cinco anos, no mínimo, se comparado ao atual sistema de cálculo para a saúde.Sul21 – Não irá faltar recursos para a saúde, então?
Sul21 – O senhor pode garantir que não teremos, na sua gestão, problemas de financiamento da saúde gerados pela aprovação desse limite de gastos federais?
Marchezan: Eu quero reiterar que a PEC 241 vai aumentar. Agora, eu não posso garantir que não vão faltar recursos para a saúde. Nenhum prefeito, nenhum governador e nenhum presidente da República pode garantir, no momento, isso. A gente sabe que a economia do Brasil foi destruída, que as finanças públicas federais foram destruídas, que o último governador quebrou de vez as finanças do RS e, ao que se apresenta hoje, as finanças municipais também vão mal. Não há como se fazer uma promessa irresponsável como essa, mas eu tenho certeza absoluta que a qualidade da saúde para o paciente vai melhorar muito. Vamos acabar com a ficha, que é algo pré-histórico, e vamos dar muito mais transparência e agilidade ao atendimento. O foco da saúde pública em Porto Alegre será o resultado para quem depende, para quem precisa da saúde pública.
Sul21 – Deputado, a questão da habitação tem ficado de fora do debate desde o primeiro turno. Segundo levantamentos, nós podemos ter mais de 300 mil pessoas morando em áreas e situações irregulares na cidade. Qual será a sua política para a questão da moradia e para as famílias que estão hoje em situação irregular?
Marchezan: A gente precisa trabalhar esse tema com muita transparência. Precisamos fazer um censo disso. Fazer uma análise e um levantamento de quem está em área de risco, quem está em área de preservação, quem está em área privada, quem está em área pública, federal ou municipal, quem nós temos chances e podemos regularizar de uma forma imediata e quem nós temos que fazer um planejamento de médio e longo prazo e falar de forma absolutamente transparente com essas pessoas do que vai ser do futuro delas no próximo ano, em dois ou quatro anos.
Sul21 – A gente tem hoje as Áreas Especiais de Interesse Social (AEIS), que foram designadas para moradia, mas estão em disputa, seja com o poder público, seja com a iniciativa privada. O que o senhor pensa para essas áreas que estão em disputa atualmente?
Marchezan: Vou repetir, vou fazer um censo disso, um levantamento específico, e, com transparência, de acordo com o interesse público e a viabilidade jurídica, vamos dar a resposta para cada situação específica, porque são muitas situações diferenciadas, cada uma delas.
Marchezan: Na verdade, eu não disse que vou enfrentar, eu disse que vou atender ao interesse público e essa vai ser a baliza. O único interesse defendido dentro da estrutura pública de gestão, se nós ganharmos a eleição para os próximos quatro anos, será o interesse coletivo. O interesse de cada porto-alegrense. Sul21 – Deputado, o senhor fala com frequência em enfrentar os interesses de corporações e sindicatos. De que maneira o senhor vai fazer o enfrentamento a esses interesses?
Sul21 – Deputado, todos os anos nós temos, em fevereiro, o dissídio dos rodoviários que resulta no aumento da tarifa de ônibus. A ATP já falou, esse ano, em passagem a R$ 4,20. O senhor pensa que a população tem condições de arcar com esse valor ou vai buscar alternativas para que não seja necessário um aumento tão elevado?
Marchezan: Nós temos que buscar outras alternativas para que a Carris se viabilize e para que os empresários tratem com mais transparência isso. A gestão do transporte público municipal será pela Prefeitura e não pela associação das empresas que fazem esse transporte.
Fonte: SUL21
Marchezan vai parcelar salários
Simpa diz que buscará diálogo com Marchezan, mas que não aceitará parcelamento de salários
Luís Eduardo Gomes
Em seu primeiro discurso como prefeito eleito, Nelson Marchezan Jr. (PSDB) afirmou que a Prefeitura deve, nos próximos quatro anos, enfrentar sua pior situação financeira nas últimas décadas (Sabe disso porque foi a favor da PEC 241, que congelou o orçamento de todas prefeituras do Brasil, incluindo Porto Alegre). Por outro lado, em diversos momentos da campanha e em debates, mesmo quando não perguntado diretamente sobre o assunto, ele disse que não iria ceder a pressões de sindicatos caso fosse eleito. Para os servidores do município, fica o temor de que, assim como ocorre com o funcionalismo estadual, os salários sejam congelados e até pagos parceladamente nos próximos anos.
Alberto Terres, um dos diretores-gerais da direção recém-eleita do Sindicato Municipários de Porto Alegre (Simpa), afirma que a entidade irá buscar o diálogo com o próximo prefeito e terá o compromisso de garantir e ampliar direitos dos 25 mil trabalhadores (entre ativos e inativos).
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“Pelas informações que nós temos, o gasto com os funcionários públicos municipais é de 42% da receita, ou seja, bem abaixo do limite prudencial. Se a Prefeitura de Porto Alegre tem problemas financeiros, nós entendemos que os funcionários do município não podem ser os primeiros a serem prejudicados. Qualquer prefeito terá que dialogar com a categoria e dizer que, se a intenção dele é parcelar ou cortar salários, explicar porque irá cortar dos funcionários e não em outros setores da administração”, disse. “Para nós, não se justifica qualquer ameaça de parcelamento de salário”.
Fonte: SUL21
PGR denuncia Nelson Marchezan
| Foto: Alexandra Martins/Ag.Câmara |
Da PGR
O deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB/RS) foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por injúria e difamação. Durante comício eleitoral da Coligação Unidos por Você, realizado em outubro de 2013, na cidade de Dom Feliciano (RS), o denunciado agrediu verbalmente o promotor de Justiça do Ministério Público do estado do Rio Grande do Sul Ricardo Cardoso Lazzarin e o juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul Luiz Otávio Braga Schuch.
De acordo com a denúncia, o parlamentar participou do comício em razão da convocação de eleições suplementares no município, resultado de uma ação de investigação judicial eleitoral de responsabilidade do promotor de Justiça Ricardo Lazzarin. A ação investigou abuso de poder político e econômico praticado por candidatos nas eleições de 2012, o que resultou na cassação do mandato do prefeito, do vice-prefeito e de três vereadores, por decisão do juiz eleitoral Luiz Braga Schuch.
Janot destaca que o vídeo que consta da peça processual “comprova, de forma inconteste, a materialidade dos delitos de injúria e difamação previstos no Código Eleitoral”. Segundo ele, está registrado nas imagens e no áudio do discurso do denunciado ofensas à honra objetiva e subjetiva dos agentes públicos. Nelson Marchezan Júnior chamou os dois de “sem-vergonhas” e considerou as condutas deles no processo de cassação dos mandatos de “vigarice”. Marchezan ainda afirmou que a decisão do juiz foi “vagabunda”.
Para o procurador-geral, fica claro, nas declarações do denunciado, o dolo de desqualificar e de ofender a honra dos agentes públicos. “Induvidosamente, as palavras proferidas no discurso ultrapassaram os limites da crítica contundente, ou até da incontinência verbal inconsequente, resvalando para o campo penal da injuria e da difamação”, concluiu.
Antes de ser oferecida a denúncia no STF, o Ministério Público Federal propôs ao denunciado o benefício da transação penal. O deputado federal, no entanto, recusou a proposta.
Fonte: SUL21
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