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segunda-feira, 3 de abril de 2017

OP - Orçamento Participativo POA - Nelson Marchezan não garante

Responsável por colocar Porto Alegre no mapa da política internacional, servindo de modelo para iniciativas replicadas em Paris, Barcelona, Bruxelas, Toronto, Lisboa e em milhares de outras cidades, o Orçamento Participativo está em xeque na Capital. Em um seminário no mês passado, o prefeito Nelson Marchezan anunciou a suspensão, pelos próximos dois anos, das assembleias que encaminham demandas da população. Alegou falta de recursos. O período servirá para a discussão de um novo formato para o OP no futuro.

OP - Orçamento Participativo POA - Nelson Marchezan não garante


As assembleias regionais e temáticas, realizadas anualmente, são encontros nos quais a população define demandas para serem incluídas no orçamento da prefeitura — além delas, existem fóruns mensais em que conselheiros e delegados eleitos pelas comunidades discutem esses temas. Segundo um levantamento feito pela atual gestão e utilizado como uma das justificativas para a suspensão das assembleias, das mais de 9,2 mil solicitações feitas entre 1990 e 2016, quase 2,4 mil estão pendentes. Integrantes da gestão passada dizem que o não cumprimento das demandas ocorreu em função de critérios técnicos e financeiros.
Nelson Marchezan não garante que o que ficou para trás será solucionado. Nos próximos meses, serão feitas reuniões nas 17 regiões do OP para que população defina prioridades entre as pendências. Nem todas serão executadas.
Apesar de a nova gestão garantir a continuidade do OP, agentes políticos e especialistas acreditam que a ferramenta de participação popular criada no governo do petista Olívio Dutra, no final da década de 1980, está sob ameaça. Isso porque a primeira vez em quase 30 anos que um governo suspendeu o processo coincide com um momento de crise no modelo de discussão.
— Acho que há um grande risco. Esse cancelamento é um precedente extremamente crítico, porque pode começar a esvaziar o processo, e ele perderá a capacidade de se reproduzir — diz Cézar Busatto, que comandou a Governança Local entre 2005 e 2016.
Não há uma data emblemática para o começo da agonia do OP em Porto Alegre. As primeiras tensões surgiram ainda nos governos petistas, na década de 1990. A intenção era ampliar o debate sobre as questões orçamentárias da cidade, mas as demandas da comunidade começaram a se sobrepor. As assembleias e os fóruns foram, cada vez mais, reduzidos a encaminhamento de problemas que exigiam investimento da prefeitura, sem uma reflexão maior sobre como viabilizá-los. A cada ano, pendências se acumulavam.
A reformulação ideal do processo, para especialistas, incluiria a retomada do debate do orçamento como um todo, e não apenas de uma verba específica destinada a obras. Segundo Busatto, a prefeitura tem resistido à discussão de temas como a estrutura tributária para evitar conflitos com empresários e corporações. Enquanto isso, as lideranças comunitárias do OP, em grande parte vinculadas a partidos políticos, usam o formato atual, focado nas demandas pontuais, para fazer carreira política ou alcançar cargos dentro da prefeitura.
— O OP vive um momento de grande crise. Ele nasceu para discutir todo o orçamento, não para apenas dinheiro novo para novas demandas. Todo esse conjunto, incluindo a receita, precisa ser discutido. O OP tem de ser repensado. Mas do ponto de vista de discussão de gestão, recurso e resultados, vejo um grande caminho pela frente — opina Busatto.
Reconhecimento da ONU e do banco mundial
Apesar de não ser unanimidade, poucas coisas são tão genuinamente porto-alegrenses quanto o Orçamento Participativo. Sua implantação na Capital, em 1989, motivou visitas de autoridades do mundo todo, que se inspiraram no modelo gaúcho para implantar a participação popular em diversas cidades. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial reconheceram o projeto como exemplo bem-sucedido de ação comum entre governo e sociedade civil.
— Do ponto de vista político, inclusive desde a ótica do marketing político da cidade, seu significado é enorme. Por exemplo, quando em Paris se cria um orçamento participativo, o nome da capital gaúcha é mencionado. O mesmo ocorre em Nova York, também em Barcelona e em várias outras cidades em nível internacional. Esse é um patrimônio político tão significativo que chega a ser impossível de medir — destaca o professor Alfredo Alejandro Gugliano, do departamento de Ciência Política da UFRGS.
Para Gugliano, que estuda orçamentos participativos há mais de uma década, a suspensão das assembleias representa uma perda na "qualidade democrática" da Capital. Apesar dos percalços, o OP ainda é visto como um mecanismo que viabiliza um controle, por parte da população, do que é feito com os recursos públicos.
— É um grande retrocesso do ponto de vista da cidadania. Em vez de ampliar a capacidade dos cidadãos acompanharem e interferirem na gestão municipal, estamos ampliando a autonomia governamental. Ou seja, está sendo retirada das mãos dos porto-alegrenses a capacidade de discutir e decidir onde é aplicada parte significativa dos investimentos municipais. Precisamente o contrário do que vem sendo levado adiante nas principais cidades do planeta.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Marchezan quer IPTU mais caro em 2018

Marchezan quer IPTU mais caro em 2018
Nelson Marchezan Júnior diz que, além da questão da arrecadação, medida se dá por justiça fiscal 

PMPA/JC Guilherme Kolling 

O projeto para atualizar a planta de valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Porto Alegre será enviado neste ano à Câmara Municipal. A informação foi confirmada ontem pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior. 

"É uma necessidade, não só financeira do município, mas uma questão de justiça. Temos a planta mais antiga do Brasil entre todas as capitais", disse o prefeito à reportagem, antes do lançamento da programação da Semana de Porto Alegre, no Cine Capitólio. 

Técnicos da Secretaria Municipal da Fazenda trabalham em um estudo para revisar os valores do tributo pela cidade, o que não é feito desde o início da década de 1990. 

O levantamento deve ser concluído até o final de abril e, a partir daí, será enviada uma proposta à Câmara de Vereadores. Marchezan não sabe se isso será feito no primeiro ou no segundo semestre, mas tem clareza de que a pauta deve ser vencida neste ano. Com isso, após a tramitação no Legislativo, o IPTU terá novos valores em 2018 - assim, o tributo ficaria mais caro já no próximo ano.

 - Jornal do Comércio  

sábado, 11 de março de 2017

Municipários de Porto Alegre aderem à greve geral

Em assembléia na tarde de quinta-feira, os funcionários da prefeitura de Porto Alegre decidiram aderir à greve geral, convocada por diversas centrais sindicais para a próxima quarta-feira, 15.
A greve é contra as reformas da Previdência e das Leis Trabalhista, que o governo Temer pretende aprovar no Congresso.
A assembléia foi no Centro de Eventos do Parque Harmonia e contou com mais 3 mil servidores, segundo o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa).
Após formularem uma agenda de mobilização, a categoria saiu em marcha pelo centro da cidade até o Paço Municipal.
Os municipários defendem que a situação financeira de Porto Alegre é diferente da situação do estado do Rio Grande do Sul. Na assembleia foi apresentado um estudo do Dieese, que aponta que a Dívida Consolidada Líquida do RS representa 212, 95% da sua Receita Corrente Líquida, quando o limite definido pelo Senado Federal é de 200%. Já a Dívida de Porto Alegre representa 21,70% da sua Receita Corrente Líquida, sendo de 120% o limite definido pelo Senado.

Também foi apresentado demonstrativo do comprometimento da folha de pessoal da Prefeitura. Porto Alegre não atingiu o limite prudencial estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 60%. Em 2016, o percentual de comprometimento foi de 51,67%. O percentual está abaixo do registrado em 2013 (52,05%).

Agenda de mobilização dos municipários:
10/3 – Reunião do Conselho de Representantes da Atempa (18h, no Simpa)
13/3 – Mobilizações Regionais da Educação
14/3 – Ato Público “Educação toma a Cidade”, junto com as comunidades escolares (no período da tarde)
15/3 – Adesão dos municipários à Greve Geral contra as Reformas da Previdência e Trabalhista
16/3 – Assembleia da Educação (no período da tarde)

Marchezan e sindicato dos funcionários não se entendem

O prefeito Nelson Marchezan suspendeu a reunião com o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), marcada para a manhã desta quinta-feira, 09.
A prefeitura afirma que convocou o encontro para apresentar os números do orçamento municipal, que mostram despesas maiores do que a receita.
Os municipários, porém, alegam que foi o Simpa quem solicitou a reunião e que a pauta era outra.
A pauta do sindicato trazia pontos específicos: o decreto municipal que altera os horários na Educação, o decreto que trata do ponto eletrônico, funções gratificadas e substituições e  hora-extra.
Além do prefeito Marchezan, participaria do encontro o secretário da Fazenda, Leonardo Busatto.
A direção do sindicato afirma que tem interesse em debater as finanças municipais, mas que precisaria de mais tempo para se preparar.
Segundo o Simpa, o “convite” do prefeito, para conhecer o fluxo de caixa da Prefeitura, chegou ao sindicato na véspera, às 17h15min, sem tempo para preparação da discussão sobre o orçamento.
“A situação só demonstra a necessidade de reforço da nossa mobilização contra os ataques aos direitos da população e da categoria municipária e contra a propaganda enganosa facilmente disseminada na mídia, sem grandes questionamentos”, diz nota postada no site do Simpa..
A assessoria do gabinete do prefeito afirmou que tratativas para a reunião sobre o fluxo do caixa vinham sendo realizadas há alguns dias e que a data já estava definida. Segundo o gabinete, a direção do sindicato chegou à reunião propondo outra pauta.
O sindicato afirma que o pedido de uma reunião para tratar de uma pauta de reivindicações havia sido encaminhado antes do convite do prefeito.
Uma nova reunião deve ser marcada para tratar do tema do fluxo de caixa.
Em relação às pautas propostas pelo Simpa, a prefeitura considera que são pautas específicas e que precisam ser tratadas com os respectivos secretários.
Na segunda-feira, 6, a Câmara manteve o veto do prefeito a uma lei aprovado em dezembro, proibindo a Prefeitura de parcelar os salários, como vem fazendo há dois anos o governo estadual.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Marchezan está certo, os professores estão errados

Marchezan está certo, os professores estão errados
Foto: Maia Rubim/Sul21
Em sua coluna no jornal Zero Hora do dia 7 de março, o jornalista David Coimbra apresentou razões pelas quais acredita que “Marchezan está certo, os professores estão errados” (este era, aliás, o título do artigo) na questão da reforma imposta sem diálogo pela SMED à rede escolar do Município.
Respondemos, aqui, ao texto de David, para esclarecer alguns pontos equivocados da sua análise.
O colunista começa dizendo: “Para quem não sabe do que se trata: o prefeito quer que os professores fiquem mais tempo com os alunos em sala de aula. São 15 minutos a mais de aula por semana para o professor, o que resulta em três horas e 45 minutos a mais para o aluno. Para o professor, pouco; para o aluno, muito.
Isso é uma mentira da prefeitura repetida inocentemente pela imprensa, que também parece não saber do que se trata. O que acontece de verdade nas escolas: hoje, os alunos entram na escola às 7h30min e saem às 12h. Pela imposição da SMED, os estudantes entrariam na escola às 8h e sairiam às 12h. Isso dá meia hora a menos por dia.
David continua assim: “Para alcançar esse resultado, as escolas não podem mais dispensar os alunos às 10h nos dias de reunião pedagógica semanal. Os alunos, agora, têm de ficar com um professor substituto durante as reuniões.”
Ora, esse “professor substituto” que surgiu, sabe-se lá como, no texto na reforma da SMED é uma entidade mitológica que ninguém na prefeitura é capaz de explicar. NÃO EXISTE essa figura nas escolas e a contratação de substitutos para atuarem durante as reuniões é algo muitíssimo improvável de acontecer, já que a plataforma de Marchezan Júnior é de REDUÇÃO de gastos e não de contratação de mais pessoal. Com quem ficarão os alunos durante as reuniões? O próprio secretário Adriano Naves de Brito, em comparecimento à Câmara, afirmou que caberá à administração escolar definir quem será o responsável pelos alunos durante as reuniões, sem oferecer qualquer tipo de suporte para as direções. A SMED cria o problema e não oferece a solução.
Em seguida, David questiona a própria necessidade de reuniões pedagógicas nas escolas: “Fui aluno, minha mãe foi professora, meu filho é aluno, conheço algo dos sistemas de educação do Brasil e dos Estados Unidos, e nunca tive notícia dessa necessidade de as escolas cortarem meio dia de aula todas as semanas. Sempre tive aula de segunda a sexta, às vezes sábado, no mínimo das oito ao meio-dia, não raro tendo de voltar à escola à tarde para a educação física. Por que não pode ser assim nas escolas municipais de Porto Alegre?”.
Caro David, as reuniões pedagógicas são uma CONQUISTA da rede municipal de Porto Alegre e, além disso, cumprem o disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, no Plano Nacional de Educação e os Parâmetros Curriculares Nacionais, que determinam um trabalho interdisciplinar nas escolas. Nossos professores e professoras precisam planejar as atividades pedagógicas e construir planos integrados de ação, e TODOS os membros da equipe têm de participar. Para haver interdisciplinaridade, os profissionais das diferentes disciplinas precisam sentar e dialogar.
Além do mais, querer que cada minuto da carga horária seja cumprido dentro da sala de aula, sem espaço para atividades de planejamento, é uma visão mercadológica do ensino. Escola não é linha de montagem e o trabalho do professor não é quantitativo, mas qualitativo. Planejar é parte fundamental do processo pedagógico e isso deve ser feito dentro da carga horária dos profissionais na escola.
O colunista continua seu texto fazendo uma ode ao servilismo e à moral bovina: “O prefeito não tem apenas o direito de mudar os horários dos professores, tem obrigação de fazê-lo, se é algo compatível com o programa que apresentou nas eleições. Você, assalariado, decide os horários da empresa em que trabalha? Os professores poderiam perfeitamente aceitar a mudança e colaborar para que fosse aperfeiçoada. Mas, não. O que há é manha.”
Talvez o jornalista não saiba, pois a educação não é a sua área direta de trabalho, mas uma das dimensões fundamentais do ensino público é a GESTÃO DEMOCRÁTICA. Nossas escolas não são linhas de montagem controladas por capatazes, mas espaços horizontais de construção coletiva de conhecimentos e de práticas. Em vez de dialogar com as comunidades escolares e propor uma reforma que contemplasse a realidade das escolas e as necessidades dos estudantes e professores, o prefeito e seu secretário inventaram uma reforma que muda o que não precisa ser mudado e precariza as atividades pedagógicas.
O resto do artigo nem merece resposta, pois o autor para de tratar da reforma do ensino para dizer que o Brasil virou um caos porque o brasileiro reclama demais. Sua solução para melhorar o país parece ser sugerir que o povo baixe a cabeça e aceite o que vem de cima, sem contestação.
As comunidades escolares de Porto Alegre, que, felizmente, discordam do colunista, estão fazendo justamente o oposto: resistindo ao autoritarismo de Marchezan Júnior e de seu secretário de Educação. Não estamos sozinhos nessa luta; os estudantes e seus pais estão ao nosso lado na busca por um ensino melhor, por uma cidade melhor. Na mesma manhã em que a coluna de David Coimbra foi publicada, alunos e familiares se reuniram em frente à EMEF Villa-Lobos, na Lomba do Pinheiro, para protestar contra as modificações autoritárias. Essa luta cresce nas demais escolas da rede e não cessará enquanto a voz das comunidades escolares e não for ouvida.
Todo nosso apoio a quem vive a educação: estudantes, familiares, professores, equipes diretivas e funcionários das escolas.
.oOo.
Prof. Alex Fraga é vereador de Porto Alegre pelo PSOL.

Marchezan não assina carta do Cidades Sustentáveis

Marchezan não assina carta do Cidades Sustentáveis
Chefe do Executivo recebe de Oded Grajew
documento com metas MARCELO G. RIBEIRO/JC
Apesar de o coordenador-geral do Programa Cidades Sustentáveis e idealizador do Fórum Social Mundial, Oded Grajew, ter insistido para o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) assinar, ontem de manhã, a carta de compromisso com o desenvolvimento sustentável, o tucano pediu alguns dias para ver se as prioridades da entidade estão alinhadas à sua gestão. "Não vou assinar a carta". 

Ao receber a comitiva do programa no seu gabinete, Marchezan convidou os representantes do programa a se acomodarem nas cadeiras de mogno, estilo clássico, forradas de veludo, dispostas na sala no formato de um semicírculo. Sentado ao lado do tucano, Grajew explicou como funciona o programa. "Nosso trabalho é transformar em metas as propostas de campanha dos candidatos que se elegeram. Os prefeitos que assinam a carta se comprometem a apresentar um planejamento para executar o seu próprio plano de governo, além de concordar em discuti-lo com a população, através de audiências públicas e de uma plataforma virtual", resumiu.

Depois de ouvir por cerca de meia hora as explicações, Marchezan pediu licença para ir ao toalete. "Enquanto isso, vou pensar que contrapartidas vocês podem dar à prefeitura de Porto Alegre", disse o prefeito em tom de brincadeira. Quando voltou não só anunciou que não iria assinar a carta-compromisso, mas também pediu duas contrapartidas. "Não tenho vergonha em dizer que estou com dificuldades em conseguir um nome para a pasta de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Vocês indicariam alguém de São Paulo (onde mora Grajew) com visão ambiental e conhecimento na área de planejamento urbano? 

Os nomes daqui de Porto Alegre são, muitas vezes, associados a instituições que atuam ou atuaram", questionou. E prosseguiu: "Se eu assinar a carta, quantas pessoas vocês podem me mandar para prestar uma consultoria na questão do desenvolvimento sustentável?". Os representantes do Programa Cidades Sustentáveis pareceram ter ficado surpresos. 

Mas logo explicaram que não fornecem consultorias, mas outras maneiras de auxiliar as prefeituras a cumprir as metas. Grajew relatou que as ONGs Rede Nossa São Paulo e Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis disponibilizam aos prefeitos um conjunto de ferramentas para implantar uma gestão sustentável. Por exemplo, um banco de práticas com casos exemplares nacionais e internacionais. - 

Fonte: Jornal do Comércio  

Marchezan vai propor concessão do Mercado Público à iniciativa privada

Prefeito de Porto Alegre sinalizou intenção no evento PG Pergunta, promovido por Zero Hora. Ideia desagrada associação de permissionários do centro comercial

Marchezan vai propor concessão do Mercado Público
A proposta de conceder o tradicional ponto de comércio porto-alegrense para a iniciativa privada deve enfrentar resistência por parte da Associação do Comércio do Mercado Público. O presidente da entidade, Ivan Konig Vieira, teme que a medida encareça os aluguéis e inviabilize o comércio atual:

— O mercado não é um shopping, mas um centro de abastecimento balizador de preços na cidade, no qual muitas redes de supermercado consultam antes de fazer promoções. A cultura de todo o Estado está centralizada no mercado. Tememos perder essa identidade, porque se tornaria um shopping.
O debate sobre a concessão de mercados municipais não ocorre somente em Porto Alegre. Em São Paulo, por exemplo, na disputa eleitoral no ano passado, o prefeito eleito João Doria (PSDB) prometeu entregar a administração dos 16 centros comerciais espalhados pela capital paulista — entre eles, o tradicional Mercadão — à iniciativa privada. Por lá, o assunto ainda não avançou.
Assim como ocorre nas capitais gaúcha e paulista, em Curitiba a prefeitura também gere o espaço. Já o Mercado Central de Fortaleza funcionava em um modelo distinto. A associação de permissionários era responsável pela administração, mas, desde a semana passada, a prefeitura passou a tocar o negócio ao lado de uma cooperativa.
Fonte: ClicRBs

Marchezan entrará para a história como o "primeiro prefeito que atrasou salários"

Marchezan entrará para a história como o "primeiro prefeito que atrasou salários

Prefeito de Porto Alegre participou de evento promovido pela Associação Comercial, no qual assegurou que servidores sofrerão com parcelamento

O prefeito destacou, no evento da ACPA batizado Menu Porto Alegre, que a severidade da crise econômica traz consequências que não serão resolvidas em curto prazo. Ele chegou a assegurar que os servidores municipais poderão ficar "alguns meses" sem receber nada de salário.

— Vou fazer — avisou o prefeito, sugerindo que irá enfrentar sindicatos e corporações para adotar medidas que levem ao enxugamento da máquina pública.

Fonte ClicRBS

Prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) veta bicicletários em POA

CÂMARA DE PORTO ALEGRE 

Notícia da edição impressa de 01/03/2017. Alterada em 28/02 às 21h52min 

Comerciantes buscam derrubar veto a bicicletário 

Projeto permite instalação de paraciclos em parte da calçada e vaga de estacionamento em frente a bares 

MOINHOS SHOPPING/DIVULGAÇÃO/JC Marcus Meneghetti 

A Rede Minha Porto Alegre lançou uma plataforma virtual - com o apoio de donos de bares e restaurantes - em que oferece uma ferramenta para que os cidadãos pressionem os vereadores de Porto Alegre a derrubarem o veto do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) ao projeto que permite aos donos de estabelecimentos instalarem bicicletários em frente aos locais que administram. 

O site presenta um botão através do qual os interessados podem enviar um texto padronizado ao e-mail dos parlamentares em quem votaram nas últimas eleições municipais. "Quero mais bicicletários na cidade! Por isso, peço que tu (vereador) votes pela derrubada do veto ao projeto que autoriza comerciantes a colocar bicicletários e paraciclos no leito da rua, em vagas que seriam destinadas ao estacionamento de automóveis", reivindica o escrito. 

Um dos empreendedores que apoiam a iniciativa é Guilherme Moojen, proprietário do Café Cartum, localizado na rua José do Patrocínio, onde passa uma ciclofaixa. "Tem dias que chegam a ter 10 bicicletas amarradas no pátio do Café Cartum. Se a lei entrar em vigor, pretendo instalar um bicicletário na vaga em frente ao bar. Até porque a entrada do Café Cartum fica em uma entrada de garagem, que não uso porque não tenho carro", projetou Moojen - destacando que, no seu caso, sequer tiraria a vaga de estacionamento de um carro. 

O vereador Marcelo Sgarbossa (PT), autor do projeto aprovado pela Câmara Municipal em dezembro de 2016, acredita que a iniciativa "é um termômetro para ver o quanto a sociedade se interessa pelo tema". "A campanha virtual pode não ser decisiva no voto dos vereadores. Mas com certeza os influencia. Por isso, acredito que essa ferramenta vai ter um impacto positivo para derrubarmos o veto", projetou Sgarbossa. O petista explicou ainda que a proposta surgiu a partir do relato de um comerciante que pediu autorização à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) para instalar um bicicletário na vaga de carro em frente ao seu estabelecimento. A EPTC negou a solicitação, alegando que não havia legislação municipal que permitisse a iniciativa. 

"O projeto surgiu de um anseio da própria comunidade. Além disso, acredito que o veto vai ser derrubado porque não implica nenhum custo para a prefeitura, já que o comerciante é que vai custear a instalação, se ele quiser", declarou Sgarbossa. Na justificativa do veto, Marchezan pede que o texto esclareça em que tipo de logradouros vão ser permitidos a instalação dos bicicletários: se vão ser só em vias onde já existem estacionamento de carros ou em outras também, sob o risco de prejudicar a mobilidade urbana. Além disso, o prefeito sustenta que será necessário revisar todos os decretos que tratam do licenciamento para implantação de mobiliário urbano em locais públicos. 

A Minha Porto Alegre é uma rede de porto-alegrenses que milita por uma cidade sustentável. Entre os temas que reivindicam, está a mobilidade urbana com espaço aos meios de transporte alternativos ao automóvel, como por exemplo a bicicleta. - 

Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/02/politica/549206-comerciantes-buscam-derrubar-veto-a-bicicletario.html)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Nelson Marchezan Jr. fala sobre Cargos Comissionados

Discurso antes das eleições Marchezan reintera que vai resolver tudo de forma muito fácil e vai eliminar os CCs

 


 Discurso depois de eleito diz que CCs são necessários e afirma privatizar a Carris, acabar com a segunda passagem e aquela conversa de que não trabalha para partidos, mudou, quer partidos agora em seu governo. Eu adorei, porque ele é a vingança para quem votou branco ou nulo. Tomem no meio do "Povo". Vai ver assim aprendem!

 



Antes de eleito:

Depois de eleito:






La Urna - A Convicção de Marchezan Júnior - PSDB (Porto Alegre)


UM NOVO TEMPO??  KKKKKKK... MORRI.. KKKKKK
SE EU ASSISITR 10 VEZES VOU RIR 10 VEZES!!


Ricardo Orlandini entrevista Vanderlei Luiz Cappellari

Ricardo Orlandini entrevista Vanderlei Luiz Cappellari, Secretário Municipal da Mobilidade Urbana de Porto Alegre e Diretor Presidente da EPTC. Trânsito, Mobilidade, transporte e Copa do Mundo 2014 são os temas deste bate-papo descontraído que interessa a todos nós.

Esta entrevista foi gravada em 01/02/2011 na EPTC.
O programa PontoNet é veiculado nas quintas-feiras às 22h30, sábados às 23:00 e nos domingos às 16h00, na POA-TV Canal 6 na Net em Porto Alegre - RS e também na internet.

Vanderlei Cappellari um homem de competências!

TRANSPORTES Notícia da edição impressa de 10/09/2014

Táxis da Capital começam a ser monitorados por GPS


Medida trará mais segurança e mostrará a real dimensão da frota
Jessica Gustafson


Até o final deste ano, os 3.921 táxis da Capital estarão equipados com GPS e botão de pânico. Inicialmente, dez veículos estão recebendo os equipamentos para testar o projeto da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), desenvolvido em parceria com a empresa Show Tecnologia do Brasil Ltda, vencedora da licitação.

A instalação, que teve início ontem, deve trazer mais proteção e segurança para os taxistas, além de mostrar a real dimensão da frota em relação à demanda dos usuários do sistema. Os dados transmitidos por GPS serão enviados, via antena de transmissão (satélite), para a EPTC. Os permissionários igualmente receberão os dados fornecidos pelo sistema de monitoramento. O sinal do botão de pânico será recebido, também, pela Brigada Militar.

De acordo com o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o rastreamento da frota vem sendo discutido desde 2011, mas foi realmente efetivado a partir da determinação contida na nova Lei Geral dos Táxis, sancionada em fevereiro. “Isso vai proporcionar tanto para nós quanto para o permissionário a gestão do serviço, ampliando a qualidade e a segurança. A frota hoje atende bem à população e, de acordo com uma pesquisa nacional, o serviço de táxis de Porto Alegre é considerado o segundo melhor do Brasil. A intenção é tornar o melhor do País”, explica.

A partir da instalação do botão de pânico, o taxista pode acioná-lo em qualquer situação de emergência – a mensagem será recebida na EPTC e no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Assim, uma viatura será deslocada imediatamente para o local em que o veículo se encontra. Além disso, o sistema viabilizará maior comunicação em dias de grandes eventos, e o passageiro poderá fazer reclamações mesmo sem anotar o número do prefixo. “Teremos o posicionamento do carro em qualquer lugar da cidade 24 horas por dia e poderemos entrar em contato imediatamente com o taxista, pois todos os trabalhadores estarão com seus dados cadastrados em nosso sistema”, ressalta Cappellari. Outro objetivo é que os taxistas alertem a EPTC quando presenciarem algum acidente.

Desde março, os táxis já estão com os horários de uso da bandeira 2 ampliados como forma de ressarcir os permissionários dos custos de instalação e manutenção dos equipamentos. Walter Barcellos, presidente da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi de Porto Alegre (Aspertáxi), afirma que a compra de um taxímetro moderno que comporte o rastreamento custa cerca de R$ 700,00. Entretanto, os antigos podem ser adaptados, com custo de R$ 300,00. Já a manutenção do sistema sai por R$ 71,70 mensais. “O sistema deveria ter sido instalado há seis meses, mas a burocracia foi grande. O importante é que, a partir de agora, saberemos se os veículos estão rodando. Isso trará mais controle aos permissionários”, considera.

Motorista de táxi há 22 anos, José Cestari, de 62 anos, avaliou como positivo o projeto. Segundo ele, os taxistas estarão mais seguros e os passageiros também ficarão mais tranquilos. “Já visitei diversas cidades do País e acho o nosso sistema de táxi o melhor. Qualquer tipo de novidade que melhore nosso trabalho deve ser aprovada pela categoria. Eu sou a favor também da instalação de câmeras dentro dos veículos, para que a segurança seja ainda maior”, afirma. 

Resumo do perfil de um grande homem que dedicou sua vida para trabalhar e tornar a capital em uma cidade melhor: Vanderlei Cappellari 

Projetos na EPTC


No comando da EPTC, foi o responsável pela implantação de semáforos inteligentes, da segunda passagem gratuita nos ônibus, bilhetagem eletrônica nas lotações e do sistema de bicicletas públicas de aluguel (BikePoa). Também implantou duas novas faixas exclusivas para ônibus, nas avenidas Cavalhada e Brasil, assim como a restrição e reorganização do trânsito de veículos pesados na área central e a ampliação da malha cicloviária da Capital, entre outros projetos significativos.

Outra importante ação coordenada por Cappellari como presidente da EPTC, em parceria com demais órgãos e secretarias da prefeitura, foi a criação do Caminho do Gol e o esquema especial de trânsito aplicado durante a Copa do Mundo, com grande aceitação e visibilidade pela população.


Brasileiro, natural de Putinga, 55 anos, casado.
Formado em Contabilidade.
É servidor de carreira da prefeitura desde 1981, integrante da primeira turma de funcionários da EPTC. Também atuou na Secretaria de Esportes da Capital e na Secretaria de Mobilidade de Canoas. 


Já atuou como Diretor de Trânsito e Circulação e Gerente de Fiscalização de Trânsito e Transporte na EPTC
.

Foi Diretor de Transito em Canoas

Secretário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Diretor Presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Conselheiro Titular do CETRAN/RS (Conselho Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul)

Membro da Câmara Temática de Habilitação do Denatran – 2014/2015

Membro do Consórcio Metropolitano de Gestores Públicos

Membro do Grupo de Trabalho Interfederativo

Reconhecimentos e prêmios

XVIII Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito


Vencedor Nacional do XVIII Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito Categoria Cidade – um projeto desenvolvido pela EPTC, visando incentivar e divulgar as boas práticas de segurança no trânsito. O prêmio foi entregue na sede mundial da montadora – Suécia – 2009/2010.

Anfitrião e Coordenador da Reunião de Trabalho da Unidade Temática e Desenvolvimento Urbano


Anfitrião e Coordenador da Reunião de Trabalho da Unidade Temática e Desenvolvimento Urbano e ainda, o Seminário de Mobilidade Urbana e Inclusão Social da Rede Mercocidades, realizado em Porto Alegre – novembro 2010

Coordenador e Anfitrião da 75ª. Reunião do Fórum Nacional dos Secretários da ANTP


Coordenador e Anfitrião da 75ª. Reunião do Fórum Nacional dos Secretários da ANTP, realizado em Porto Alegre – junho de 2011.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Razões para não votar em Nelson Marchezan Júnior



Coluna Democracia e Política

Opinião


Estas são as minhas razões para não votar no candidato Nelson Marchezan Júnior a Prefeitura de Porto Alegre nas eleições 2016.  É minha opinião, construída a partir da leitura do Programa do candidato disponível em seu site (http://www.marchezanprefeito.com.br/propostas/) e que me parece perturbador. Ninguém é obrigado a concordar, mas sugiro a leitura.

Boa parte da crítica feita pelos candidatos entre sí nas campanhas eleitorais parte de concepções generalistas. Ainda que possam ter acerto nos fundamentos da critica feita, deixam de fora inúmeras informações que a simples leitura do programa de governo de um candidato permite fazer. É o que faço aqui: a interpretação do programa do candidato Nelson Marchezan Jr. a Prefeitura de Porto Alegre a partir da proposta de Patrick Charaudeau, especialista e fundador da Análise do Discurso.

Patrick Charaudeau Foto: UFRGS
Patrick Charaudeau
Foto: UFRGS
O professor da Universidade Paris-Nord (Paris XIII) pesquisa interações entre indivíduos, seu contexto social e práticas midiáticas e políticas. Em suas obras Discurso Político e A Conquista da Opinião Pública, publicados pela Editora Contexto, o autor enumera o modo como os políticos usam o discurso para conquistar o eleitorado e como fazem para persuadir, seduzir e manipular o eleitor. Uma das imagens usadas por Charaudeau é de que a política é um jogo de dissimulação: quanto mais oculta, mais ela simula. Oculta porque nos impede de ver o que a máscara do candidato esconde da realidade em suas propostas.  Simula porque deixa ver uma imagem que não é a realidade de suas crenças ou práticas. Minhas razões para não votar em Marchezan Jr. advém portanto da leitura que faço de seu programa de governo.

A pessoa oculta no personagem

No caso da interpretação que faço do programa de governo do candidato Nelson Marchezan Jr., trata-se de revelar a pessoa oculta no personagem “tal como no teatro grego”, diz Charaudeau. Com o inicio da campanha eleitoral vejo a emergência de uma  imagem de aparência enganosa no conteúdo do discurso do candidato  “ várias máscaras são possíveis, e, portanto, várias identidades são possíveis” diz Charaudeau (Discurso Político, doravante DP , prólogo).  E continua: “Tudo acontece, pois, na relação que se constrói entre os políticos e a opinião dos cidadãos, por meio do discurso, visto que é pela palavra que se persuade, que se seduz”(A conquista da Opinião Pública, doravante COP, p. 10). No que um programa de governo diz, sempre há o que é dito e o que não é, e é este não-dito, entretanto, que mostra a verdade de um programa de governo.

O que deve conter um programa de governo

Para começo de conversa, o que deve conter um programa de governo? Na obra “Guia da Boa Administração do Prefeito”, editada pelo Conselho Federal de Administração (2002), os autores apontam que um Programa de Governo de um candidato à Prefeito deve ser capaz de revelar os sentidos de sua administração e principalmente, as metas de seu projeto:
“administrar no sentido de novas metas que serão devidamente cobradas pelos cidadãos, entre elas: propor meios de garantir e incentivar a participação da sociedade na gestão municipal; apontar rumos para o desenvolvimento economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente equilibrado; criar soluções para a melhoria da qualidade da gestão pública, tornando-a mais apta a utilizar os recursos e a prestar melhores serviços à população; apresentar diretrizes e instrumentos para que os investimentos em saneamento, transporte coletivo, saúde, educação, equipamentos urbanos, sejam adequadamente distribuídos e beneficiem toda a população; propor ações direcionadas à proteção do meio ambiente – mananciais, áreas verdes e zelar – pelo patrimônio histórico municipal.”
Prefeitura de Porto Alegre Foto: Rhcastilhos/Wikipedia
Prefeitura de Porto Alegre
Foto: Rhcastilhos/Wikipedia
O estudo aponta que qualquer Programa de Governo deve ter uma visão estratégica que defina sua missão, visão, valores e objetivos de um candidato à prefeito. A missão dá finalidade à existência, seus objetivos e sua razão de ser; a visão é seu objetivo na prefeitura, seu plano, o que pretende realizar em quatro anos; os valores representam os princípios éticos que sustenta sua administração e os objetivos são as metas que se pretende alcançar . Diz a obra que “ Os objetivos devem ser qualificados e quantificados para que os resultados possam ser aferidos” .

O programa de governo de Marchezan

O texto do Programa de Governo de Marchezan contém 9 páginas.Vejamos em primeiro lugar as caracteristicas gerais. A primeira característica que emerge é a indistinção entre missão, visão, valores e objetivos do candidato. A ausência de hierarquia entre princípios de governo e metas, alinhados sequencialmente sem uma apresentação devida ao leitor na primeira parte do programa de governo, intitulado “ A construção de um novo tempo para Porto Alegre” é clara:  composto por dois parágrafos, neles o candidato apresenta o contexto de sua proposta misturando a ideia de missão e visão.  A razão é que seu discurso está baseado naquilo que Charaudeau denomina deethos de identificação, ou seja, é o resultado de uma alquimia complexa de declarações verbais ” relacionado às expectativas vagas do cidadão”(DP,p.137).
O programa de Marchezan estimula a expectativa do cidadão, seu desejo de uma “Porto Alegre que precisa se reinventar”.  Ciente da rejeição da politica pelos cidadãos, o candidato se apresenta como aquele capaz de “deixar de lado interesses políticos, ideologias, e realizar um governo em que o que realmente importa são as pessoas”,  proposta que apela a um processo de identificação irracional “em que o cidadão seja protagonista da construção de sua cidade”. Porque julgo irracional esta estratégia? Porque ele é incapaz de definir o que significa o cidadão ser protagonista, ele apenas apela ao desejo de participação mas o que significa isso? Que o cidadão é responsável pelo recolhimento geral do lixo? Que irá garantir sua própria água? O que á de irracional neste apelo à participação cidadã é que ela não é definida, é intuídaela extrai sua força do afeto social do cidadão com sua cidade.

Discurso heterogêneo e vago

Contrariando a boa regra da elaboração de proposições para a administração pública, Marchezan usa de estratégias discursivas que tem como objetivo tocar o maior número de indivíduos.Como busca atingir um grande número, é natural que seu discurso seja heterogêneo e vago do ponto de vista dos imaginários que pretende atingir “os políticos , conscientes disso, jogam com valores opostos, até mesmos contraditórios:  daí que a Porto Alegre que Marchezan deseja é ao mesmo tempo tradicional e moderna, quer um modelo de gestão cidadã, mas também defende valores baseados em resultados, típicos do produtivismo neoliberal que alimenta seu discurso por trás das belas palavras.
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Quer convencer o eleitor, portanto, que é normal na construção de um programa de governo a atitude de “registrar o início de um novo modelo de diálogo com a sociedade, apresentando diretrizes, valores, conceitos e ideias que irão subsidiar um programa orgânico, em permanente construção”, quer dizer, transforma o ato de ter um programa de governo em algo etéreo, vago, quando deveria apresentar diretrizes e metas definidas, deseja estimular a participação de “todos os cidadãos” mas dentro das regras e limites de participação impostos pelo candidato: não é a toa que na campanha de Marchezan ele aparece questionando se o cidadão quer mais segurança, com um sonoro “SIM “ ou “NÃO”.

Administração pública como produto de um sujeito individual

Marchezan também transforma certas imagens que poderiam ser julgadas negativas em positivas, como quando afirma que é o candidato “pavio curto”. Como assim? um administrador pode ser “pavio curto”, isto é, ser guiado pela emoção das circunstâncias, movido pelo ódio, e considerar esse temperamento positivo à administração? É claro que Marchezan quer associar, nesta imagem em particular, sua figura a um ethos de potência, isto é, como dotado de uma energia física e pessoal que emerge de suas entranhas e que poderia ser capaz de impulsionar  a administração pública. Esquece que a administração pública não é produto de um sujeito individual, mas de processos coletivos e instituições e que cabe ao prefeito o papel  de dirigir uma ação coordenada para organizar a vida coletiva.  Finaliza Charaudeau citando Hannah Arendt “O poder jamais é um atributo individual: ele pertence a um grupo e continua a pertence-lhe durante todo o tempo em que este grupo não for dividido” (DP, 138).

Valorização de um ethos de inteligência

Outro elemento da justificativa é a valorização de um ethos de inteligência na medida em que provoca a admiração e o respeito dos indivíduos pela capacidade do uso de novas tecnologias.  No meio social tecnologicamente conectado como o nosso, a facilidade de manipulação da tecnologia é visto como valor. Daí o candidato, mas não somente ele, Mauricio Dziedrick e Sebastião Melo também, utilizar desta estratégia  e nos fazer crer no poder da internet e das redes sociais como construtores de politicas públicas “Queremos reunir as melhores ideias de Porto Alegre e do mundo”.
Como já foi criticado por estudiosos sobre das políticas adotadas pelo governo federal que se dispunham a colher sugestões “de todo o pais” que concluiram  que nenhum governo é capaz de ler, analisar, sintetizar e dar retorno às sugestões de milhares ou milhões de pessoas, Marchezan se julga capaz de reunir, analisar e incorporar ou não as sugestões de uma cidade que tem 1.500.000 de habitantes. Analisará o candidato um milhão de sugestões? É que essa figura recente do capital político, a tecnologia, só pode ser utilizada quando acompanhada da definição do método de trabalho de tais sugestões, dos prazos e equipes destinadas a analisá-las, sobre o qual o candidato silencia. Finalmente, sua apresentação revela um o desejo de um ethos de humanidade, isto é, seu apelo a construção de “um programa baseado em ampla participação popular”, isto é, o candidato quer mostrar-se capaz de se aproximar do cidadão, como o próprio afirma ”Só as pessoas têm o poder de mudar a política!” Mas se for  exatamente assim, qual é o papel do governo?

Ambiguidade na concepção de gestão pública

Outros elementos discursivos estão presentes no projeto de governo de Marchezan e que são essenciais a sua visão de mundo. Eles revelam a ambiguidade de sua concepção de gestão pública  que oscila entre uma politica de “resultados” e uma política voltada para “pessoas”. Essas concepções são antagônicas entre si, isto é, a ideia de uma gestão focada nos resultados é distinta e contraditória de uma gestão que se pretende ” humanizada”. Como se sabe, dentre as criticas àteoria da nova gestão pública é o fato de ela ter se tornado o modelo hegemônico a partir do governo de Fernando Henrique Cardoso em nosso pais. Isto é, a escola do pensamento único neoliberal, que prega estado mínimo e desdenha tudo o que venha do Estado, é um modelo de gestão empresarial inconciliável com um modelo de gestão societal.

Visão ocultada e preocupante

Marchezan  não nega sua formação: advogado, formado pela Unisinos (São Leopoldo-RS),  é pós-graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é esta formação empresarial da qual o candidato se orgulha é que deveria preocupar o cidadão porto-alegrense pela visão das relações sociedade/estado que oculta. Como se sabe, a FGV é o berço das elites empresariais, as mesmas que dão pouca ou nenhum valor a direitos sociais, a investimentos públicos na questão social, etc. etc. A razão que a FGV está entre os promotores do new public management, teoria que tem seus conceitos forjados no neoliberalismo que chegou no país na década de 90. Diz Ana Paula Paes de Paula na obra “Por uma nova gestão pública”, um dos raros livros publicados pela FGV a apresentar o conflito destas concepções onde “ a busca da eficiência da nova administração pública, do ”reinventando o governo”, passou a ser referenciada por teorias e técnicas organizacionais oriundas do ambiente empresarial”(p.12). Nesse universo, finaliza a autora, “a cidadania deixa de ser o conjunto da população pela qual o Estado Republicano deve zelar pelo bem estar, para ser vista como um cliente, uma meta, um resultado a ser alcançado”.





Para a autora, a visão neoliberal de administração do estado é uma visão distinta da visão societal e não é a toa que a autora considera que tais politicas foram implantadas limitadamente em administrações municipais. Enquanto propostas societais partem de baixo para cima, a autora enfatiza, as propostas de resultados são construídas “de cima para baixo”.  Esse é o problema da gestão proposta por Marchezan: ela oculta a sua proposta de organizar a Prefeitura como uma grande empresa, isto é, ter o rendimento como fim, a burocracia como meio e as leis do mercado como condição, exatamente o mesmo processo que, como Marilena Chaui em sua obra Escritos sobre Universidade, e que levou a bancarrota as universidades públicas federais.  Marchezan quer trazer esse modelo para a Prefeitura de Porto Alegre.  O que Marchezan não revela: que a visão societal e a visão empresarial que defende são inconciliáveis.

Modelo Frankestein de administração pública

Por esta razão, seus conceitos de governança e gestão são o equivalente a um modeloFrankenstein de administração pública.No romance da escritora Mary Shelley, o doutor Victor Frankenstein é  o estudioso de alquimia e ciências naturais dedicado a descobrir os mistérios da geração da vida, criando um ser humano gigantesco, a partir de partes humanas. A criatura, no entanto, foge ao controle do seu criador e essa é a metáfora que serve para entender  exatamente como funciona a proposta de governo de Marchezan para a cidade: da mesma forma que o cientista, Marchezan busca criar vida na cidade, mas seu projeto é monstruoso porque recolhe pedaços de concepções de organização social distintas e contraditórias entre sí .E como o monstro e sua criação tem relações conflituosas, esta é a realidade dos programas do PMDB/PSDB, eles também tem uma relação conflituosa com a sociedade, e os seus fantasmas voltam a perseguir seus criadores, como nas manifestações de rua contra os governos Michel Temer e José Ivo Sartori. É o que aguarda Marchezan se eleito.
Construídos a partir de conceitos e significados extraídos de modelos contraditórios entre sí com o único objetivo de “agradar”  a diferentes públicos, os objetivos do plano de governo de Marchezan podem ser  reunidos em dois grupos. Os primeiros são extraídos de uma visão societal de governo  com o objetivo claro de atrair as parcelas sociais beneficiadas por politicas públicas de inclusão, que oneram o poder público e que são feitas por governos de esquerda com amplo alcance social e os extraídos de uma visão empresarial de administração que incorporam todos os mecanismos necessários para o exercício de cima para baixo do controle. Eles são apresentados ao leitor do programa como elementos coesos quando correspondem a conceitos integrantes de visões antagônicas, por isso afirmo que seu programa de governo é um programa Frankenstein.

Apropriação indevida de conceitos

A primeira apropriação indevida é o conceito de inclusão social. É uma inclusão social sem promotores e objetivos específicos por órgãos “É dever da Prefeitura proteger todas as pessoas em situação de vulnerabilidade e promover a inclusão social através do trabalho e emprego”.  Marchezan não explica como uma administração carente de recursos irá promover a inclusão de todas as pessoas vulnerais, e é esta generalização que oculta que não há metas claras e precisas. O que é sua proposta se não sugerir a atuação junto a população de rua , mas como fazer isso sem referir-se a situação caótica dos abrigos públicos e a politica desenvolvida pela FASC? Marchezan deseja “dar respeito e carinho aos animais” mas não fala do investimento de recursos na Secretaria dos Animais, alvo de criticas dos defensores dos direitos humanos; defende a proteção “ao ambiente” sem referir-se a ampliação de recursos da SMAM  ou da SMC, já que fala em “tratar a cultura como fator de inclusão e pertencimento comunitário”.  O que é notável no discurso do candidato Marchezan é a dissociação da política pela própria politica, a anulação da política pela construção de um programa etéreo de governo baseado em intenções e não delimitação de objetivos. O discurso é progressista, mas é vazio de metas.











Fonte: Câmara Notícias



Fonte: Câmara do Senado – Notícias
A segunda apropriação indevida é que seu discurso quer-se colocar como fala da sociedade, Marchezan quer ser autor de um “grande pacto com a comunidade”, mas um pacto “diferente” porque exclui as “ideologias partidárias”. Somos aqui obrigados a nomear: nas palavras do filósofo esloveno Slavoj Zizek, este é o típico argumento do pensamento de direita, o fato de que oculta seu nome. Para Zizek, vivemos hoje mais do nunca tempos de posição politica, de oposição entre direita, defensores do liberalismo e esquerda, defensores do social. Para conquistar a eleição, a estratégia de Marquezan é negar a ideologia partidária que o alimenta,a ideologia de direita que defende o investimento mínimo do estado, a transferência do modo de administrar a iniciativa privada para o público com o objetivo de   “iniciar um novo tempo para nossa cidade… longe de ideologias” Ora, a questão é justamente essa, a de que a tomada de “decisões melhores” que fará para a cidade é uma decisão …liberal, e esta, é uma ideologia como qualquer outra!
A terceira apropriação indevida é o conceito de participação. Marchezan apropria-se do imaginário da tradição da capital que construiu o Orçamento Participativo como um mecanismo democrático, forma do seu governo estimular “a participar das decisões públicas, ser ouvido, e ter a sua opinião respeitada pela administração pública.”. Mas não é exatamente assim que ocorre, não é? Desde o governo José Fogaça, os estudiosos do Orçamento Participativo apontam que o projeto perdeu suas características originais, definindo-se hoje como espaço manipulado pelo Poder Executivo  que decide  por recursos cada vez menores. Quer dizer, há muito tempo o OP não é mais o que era, culpa da politica de redução de investimentos no campo social, posta em prática pelos governos neoliberais do  PMDB e seus aliados, entre eles o PSDB, partido cujo símbolos pouco emergem no programa do candidato.
A quarta apropriação indevida, decorrente das anteriores, é o conceito de Colaboração. Marchezan propõe transferência de obrigações entre o Município e os cidadãos, que “também gera deveres ao cidadão”. Na proposta societalo cidadão é convidado a participar porque existem estruturas que garantem a participação efetiva: mas como pode o cidadão participar do Orçamento Participativo quando o seu funcionamento está afetado pela administração e manipulado pelos órgãos da administração pública que terminam por indicar os representantes no conselho?  A essa apropriação indevida segue-se outra: a valorização dos servidores públicos. Marchezan sabe que os servidores são eleitores, que a administração depende de sua colaboração, que seu programa visa valorizar. Mas…não é  exatamente isso que pensa Marchezan, é?
O Jornal SUL21, na edição de 9 de agosto de 2016, registrou que em reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados que discutia a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece limites para gastos públicos federais por 20 anos (PEC 241/16), “ o deputado federal Nelson Marchezan Jr, candidato do PSDB à Prefeitura de Porto Alegre, se voltou contra servidores públicos que protestavam no local e os chamou de vagabundos”. Marchezan estava contrariado pelas manifestações dos servidores que exigiam a retirada da PEC, chamando-os de  “desocupados” e “vagabundos” e, segundo o Jornal “ pediu que o presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), evacuasse o local” Disse ainda, segundo o Jornal, que “as galerias e o plenário não são concorrência de desocupados. (…) Quem é mais vagabundo e trabalha menos consegue trazer mais gente. Só tem vagabundo aqui”, afirmou. Nesse sentido, seu Plano de Governo oculta uma mentira: ele quer dar ao leitor um texto que o faça crer que valorizar o servidor é aquilo que ele pensa, quando de fato não o é.É por isso que a fala no Congresso voltou-se contra Marchezan nas redes sociais, tendo vindo o candidato a desculpar-se, etc.

Os princípios de sua verdadeira visão

De fato, os princípios que fazem parte de sua verdadeira visão e que são explicitamente enunciados e que, portanto, não fazem parte do receituário societal mas do receituário neoliberal são os seguintes:
O primeiro é o de transparência. Para Machezan, é o definidor da democracia pois ninguém resiste ao argumento de que “Todos terão acesso a qualquer dado ou informação pública”. Mas os processos de transparência são baseados numa ilusão: a da possibilidade de transparência absoluta. Infelizmente, não se trata de que todos os processos devam ser de conhecimento do cidadão, ainda que desejável; se trata de que, com a imensa carga de informações a sua disposição, o cidadão tem roubada de si a possibilidade de decisão, simplesmente pela perda da visão geral do processo da construção de políticas publicas, substituídas pela atomização da informação em escala planetária. Seu argumento é que assim, “a sociedade terá meios para fiscalizar a prefeitura, e cobrar pela melhoria dos serviços. Planejamento: de curto, médio, e longo prazo. Pensar a cidade pra frente.” Esse é o tipo de concepção que esquece que adelegação de responsabilidades também é uma característica do Estado, de que o cidadão outorga ao Estado, em quem confia, o papel de gerir a administração.
Ao propor a transparência absoluta, ele revela que o cidadão não é capaz de confiar em seu estado, e portanto, em quem o administra!  E de fato, na burocracia do serviço público, chefias tem  o papel de fiscalizar inúmeros pontos que não são obrigação do cidadão, como o ponto eletrônico, as ausências e presenças de todos os servidores, que na prefeitura passam de 15 mil. Se o cidadão for fiscalizar um por um, como definirá os rumos da administração?. A resposta: quem definirá é Marchezan. Isso  é que fica oculto sob o disfarce de um discurso de que tem “consciência de que nossa administração é passageira”, de que é “ necessário preparar a cidade para o futuro sem deixar de cuidar dela no presente”, etc.











 Nelson Marchezan Júnior



Fonte: Rádio Câmara do Senado
O segundo é a defesa do principio de eficiência “realizar mais com menos”. Marchezan é bastante preciso, trata-se de “realizar obras com rapidez e baixo custo”.  Esse é o tipo de equivalente mercantil que está por trás da compra de merenda inservível para crianças, na construção de obras do projeto Minha Casa Minha Vida que desmoronam. A questão é oculta por Marchezan é que a defesa do baixo custo tem como consequência a piora da qualidade. É nesse momento que Marquezan revela o industrial maquiavélico que está por detrás de sua fisionomia agressiva:  no universo que pretende o candidato, a Prefeitura é apenas um orçamento a gerir, sistema de créditos e débitos a monitorar e formas de controle a executar.
Por isto sua ênfase oculta é nas formas de exercer poder, em “Monitorar a qualidade da prestação de serviços públicos. Estabelecer metas de desempenho” , e por esta razão se torna evidente que o objetivo de “Buscar a qualidade constantemente” é inconcebível numa visão de mundo que quer “realizar mais com menos”, simplesmente porque existem dimensões da vida administrativa que não admitem corte algum de recursos. Essa concepção de eficiência vê o cidadão como consumidor e não como sujeito de direitos, pois quer, ao final “avaliar a satisfação da população com os resultados oferecidos pela prefeitura”. Prefeitura como empresa, diga-se.
A segunda característica é tomar o respeito ao dinheiro público como argumento dissuasório com o objetivo de privatização e terceirização. É claro que o dinheiro público deve ser respeitado, etc, etc, mas redução de investimentos não é sinônimo de respeito. Esse argumento só serve para justificar a terceirização: é respeito com o dinheiro do cidadão economizar  pagando salários aviltantes a trabalhadores sem qualquer garantia social ou é um flagrante desrespeito ético travestido de respeito ao dinheiro do cidadão?. Há obrigações sociais que a sociedade precisa saber que tem um preço que precisa ser pago, serviços públicos de qualidade e não exploração do trabalhador, redução de políticas públicas, que os pressupostos do programa do candidato revelam, e que significam a invasão do espírito da grande empresa na administração pública municipal. (continua)

 Nelson Marchezan JúniorJorge Barcellos é Articulista do Estado de Direito, responsável pela coluna Democracia e Política – historiador, Mestre e Doutor em Educação pela UFRGS. É chefe da Ação Educativa do Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre e autor de “Educação e Poder Legislativo” (Aedos Editora, 2014). É colaborador dos jornais Estado de Direito, Sul21, Zero Hora, Le Monde Diplomatique Brasil, Lamula (Peru)  e Sapo (Portugal) e Medium (EUA). Escreve para Estado de Direito semanalmente.





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