Prefeito de Porto Alegre sinalizou intenção no evento PG Pergunta, promovido por Zero Hora. Ideia desagrada associação de permissionários do centro comercial
A proposta de conceder o tradicional ponto de comércio porto-alegrense para a iniciativa privada deve enfrentar resistência por parte da Associação do Comércio do Mercado Público. O presidente da entidade, Ivan Konig Vieira, teme que a medida encareça os aluguéis e inviabilize o comércio atual:
— O mercado não é um shopping, mas um centro de abastecimento balizador de preços na cidade, no qual muitas redes de supermercado consultam antes de fazer promoções. A cultura de todo o Estado está centralizada no mercado. Tememos perder essa identidade, porque se tornaria um shopping.
O debate sobre a concessão de mercados municipais não ocorre somente em Porto Alegre. Em São Paulo, por exemplo, na disputa eleitoral no ano passado, o prefeito eleito João Doria (PSDB) prometeu entregar a administração dos 16 centros comerciais espalhados pela capital paulista — entre eles, o tradicional Mercadão — à iniciativa privada. Por lá, o assunto ainda não avançou.
Assim como ocorre nas capitais gaúcha e paulista, em Curitiba a prefeitura também gere o espaço. Já o Mercado Central de Fortaleza funcionava em um modelo distinto. A associação de permissionários era responsável pela administração, mas, desde a semana passada, a prefeitura passou a tocar o negócio ao lado de uma cooperativa.
Fonte: ClicRBs
